• Categoria: Nova Fronteira
  • 15 dezembro 2015

    Dica de Leitura: 1822 - Laurentino Gomes (2º Volume da Trilogia)


    Leitura Concluída em 05 de maio de 2015

    Ficha Técnica

    Obra: 1822

    Autor: Laurentino Gomes

    Editora: Nova Fronteira

    Ano: 2010

    ISBN: 9788520924099

    Trilogia: Volume #02

    Número de Páginas: 352

    Avaliação: 





    Sinopse

         Um livro que desvenda os acontecimentos históricos com uma metodologia sem falhar e que se lê com um sorriso nos lábios. O livro 1822 pretende mostrar que país era este que a corte de D. João deixava para trás ao retornar a Lisboa, em 1821. Vai falar do Grito do Ipiranga, das enormes dificuldades do Primeiro Reinado, da abdicação de D. Pedro, em 1831, sua volta a Portugal para enfrentar o irmão, D. Miguel, que havia usurpado o trono, e a morte em 1834.


    Sobre o autor


          Laurentino formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, possui pós-graduação em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo e fez cursos tanto na Universidade de Cambridge como na Universidade de Vanderbilt. Trabalhou como repórter e editor para vários órgãos de comunicação do Brasil, incluindo o jornal O Estado de S. Paulo e a revista Veja.

         Laurentino nasceu em Água Boa-Paiçandu, no Paraná, e tornou-se famoso como escritor graças à sua autoria do best-seller 1808. Em 2008, o livro recebeu o prêmio de melhor ensaio da Academia Brasileira de Letras e da 53ª edição do Prêmio Jabuti de Literatura na categoria de livro-reportagem e de "livro do ano" da categoria de não-ficção. Em 2008, a Revista Época elegeu Laurentino uma das 100 pessoas mais influentes do ano, pelo mérito de conseguir vender mais de meio milhão de exemplares de livro de história do Brasil.

          Em maio de 2015, anunciou uma nova trilogia, que abordará a escravidão no Brasil. O primeiro dos três livros deverá ser lançado em 2019, e o último, em 2022.

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    Resenha e opinião

         Com "1822", Laurentino Gomes traz, novamente, fatos históricos bem embasados, retratando os momentos importantes do país. Neste volume é evidenciada a forma como a corte de D. João VI deixou o Brasil ao retornar a Portugal em 1821, relatando as dificuldades do Primeiro Reinado até a abdicação em 1831Na realidade, o ano de 1822 pode representar um data marcante para os destinos do Brasil, mesmo que ainda governado por um soberano português e sujeitando-se à dependência econômica da Inglaterra.

         O autor reforça sua intenção de contar a história de forma sutil, fácil e dinâmica aos olhos do leitor. Sua forma de narrar os fatos e acontecimentos desperta interesse, gerando a democratização da História. O livro resgata personagens históricos, tais como: D.Pedro I, José Bonifácio, a imperatriz Leopoldina, Marquesa de Santos e o escocês Lord Cochrane, almirante da Coroa Britânica, que posteriormente virou mestre dos mares, mercenário e corsário - ate hoje odiado no Maranhão por ter saqueado São Luís, o "escocês louco por dinheiro", reverenciado pela Royal Navy como um dos 12 principais navegadores ingleses de todos os tempos.

         Na obra, quem surge com ares de herói nacional é D. Pedro, que foi rei e imperador, desposando uma princesa de Habsburgo, proclamando a independência, vencendo uma guerra civil e deixando seus filhos reinando no Novo e no Velho Mundo ao abdicar as coroas. Morreu bastante jovem, mas ajudou na mudança do mundo em sua curta trajetória. A bem da verdade, todo o contexto é retratado de forma fácil e dinâmica, não enfatizando apenas o tema "Independência", levando ao leitor um panorama dos diversos fatores que motivaram a separação entre Brasil e Portugal.


    Quotes

    "As divergências regionais e as tensões sociais foram sufocadas à custa de guerras, prisões, exílios e perseguições. Foi esse o caminho longo e penoso, repleto de incertezas, sangue e sofrimento, que o Brasil trilhou para assegurar a sua independência." - Pág. 66

    "Brasileiros e portugueses que hoje se encontram nas padarias de São Paulo, tomam cerveja juntos nas praias de Natal e Fortaleza, confraternizam no jogo do Vasco da Gama no Rio de Janeiro ou se encantam com as mesmas telenovelas e minisséries de TV transmitidas nas duas margens do Atlântico não fazem ideia do clima de ódio e confronto que envolveu esses dois povos no ano da Independência do Brasil." - Pág. 162

    "É um passivo que, a rigor, o Brasil carrega até hoje." - Pág. 259


    Capa e diagramação

         A obra possui capa apresentando uma pequena imagem de D. Pedro I na parte inferior. A diagramação é simples, com páginas amarelas. O livro é repleto de gravuras, imagens e ilustrações intercaladas com a narrativa. Os capítulos são longos, iniciando-se na página seguinte ao encerramento do capítulo anterior.


    Outras Capas



    A Trilogia: 

    1 - 1808

    2 - 1822

    3 - 1889



    Onde Comprar: Editora Planeta | Submarino | Saraiva | Americanas | Extra | Ponto Frio | Livraria da Folha | Livraria Cultura | Amazon | Fnac | Casas Bahia | Livraria da Travessa | Walmart


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    10 dezembro 2015

    Dica de Leitura: O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini



    Leitura Concluída em 2009

    Ficha Técnica

    Obra: O Caçador de Pipas (Título Original: The Kite Runner)

    Autor: Khaled Hosseini (Tradução: Maria Helena Rouanet)

    Editora: Nova Fronteira

    Ano: 2003

    ISBN: 9788520917671

    Número de Páginas: 368

    Avaliação:





    Sinopse

         O caçador de pipas é considerado um dos maiores sucessos da literatura mundial dos últimos tempos. Este romance conta a história da amizade de Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970. Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bondade. Os dois, no entanto, são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americanos e pipas. E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 1975, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção. Após desperdiçar a última chance, Amir vai para os Estados Unidos, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão, mas vinte anos depois Hassan e a pipa azul o fazem voltar à sua terra natal para acertar contas com o passado.


    Sobre o autor

         Khaled Hosseini nasceu em 04 de março de 1965, em Cabul. É um romancista e médico afegão, com naturalização estadunidense. É o autor do romance best-seller "O Caçador de Pipas". Seu pai trabalhava como diplomata, e quando ele tinha 11 anos, a família se mudou para a França. Quatro anos mais tarde, pediu asilo nos Estados Unidos. Ele frequentou a escola na América com pouco conhecimento da língua inglesa, e mais tarde tornou-se um cidadão. Todos seus três romances se tornaram best-sellers. É casado com Roya Hosseini e tem dois filhos, Haris e Farah.

         Quando Hosseini era criança, leu desde poesias persas a romances como Alice no País das Maravilhas e a série do detetive Mike Hammers, do escritor Mickey Spillane. As memórias de um Afeganistão pré-invasão soviética e suas experiências pessoais o levaram a escrever o seu primeiro romance.

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    Resenha e opinião

         "O caçador de pipas" narra a história dos amigos Amir e Hassan. A narrativa se passa na década de 70, no Afeganistão, onde existe uma forte divisão entre as classes sociais. Amir faz parte da elite, é um garoto mimado, que demonstra sentimentos questionáveis, é egoísta e busca incessantemente a atenção do pai. Em contrapartida, Hassan, filho de um empregado da casa do pai de Amir, é simples, humilde, corajoso e leal.

         Amir não tinha por Hassan a mesma consideração que recebia dele, tampouco lealdade, mas gostava de ser tratado como chefe. Em determinado momento da trama, Amir e Hassan se inscrevem em um campeonato de pipas, o qual Amir vence. Para que o amigo tivesse a pipa que o fez campeão, Hassan revolve buscá-la, e desaparece. Nesse momento da trama a fidelidade de Amir é posta à prova, e o leitor conhecerá seu verdadeiro caráter.

         Khaled Hosseini desenvolveu um enredo chocante e fascinante, com personagens marcantes e cenas bem desenvolvidas e detalhadas, que provocarão fortes sentimentos ao leitor, emocionando e induzindo à reflexão. Narrada em primeira pessoa por Amir, a leitura nos faz capazes de perceber que a felicidade chega, mesmo que tardia, e que a vida é feita de arrependimentos e perdão.

         É importante ressaltar que a obra foi adaptada ao cinema, em 2007. O filme foi dirigido por Marc Forster. Embora a maioria das cenas tenham sido filmadas no Afeganistão, algumas partes foram realizadas em Kashgar, China, devido aos perigos de se filmar em território afegão.


    Quotes

    "Queria que me desse o castigo que eu estava pedindo. Talvez, assim, pudesse finalmente dormir de noite. Talvez, assim, as coisas pudessem voltar a ser como antes entre nós." - Pág. 97


    "A guerra acabou, Hassan." - Pág. 214


    "Não sei se foi uma boa briga para Assef. Não acredito que tenha sido. Como poderia ser? Era a primeira vez que eu brigava com alguém. Durante toda a minha vida, nunca dei um soco que fosse." - Pág. 285


    Capa e diagramação

         A obra possui capa apresentando uma pipa no céu, e um menino no canto inferior esquerdo observando-a. A diagramação é simples e as páginas são amarelas. Os capítulos são curtos, iniciando-se na página seguinte ao encerramento do capítulo anterior.


    Capas pelo mundo





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    09 dezembro 2015

    Dica de Leitura: A Cidade do Sol - Khaled Hosseini


    Leitura Concluída em 2009

    Ficha Técnica


    Obra: A Cidade do Sol (Título Original: A Thousand Splendid Sun)

    Autor: Khaled Hosseini (Tradução: Maria Helena Rouanet)

    Editora: Nova Fronteira

    Ano: 2007

    ISBN: 9788520920107

    Número de Páginas: 368

    Avaliação: 





    Sinopse

         Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: “Você pode ser tudo o que quiser.” Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela história, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a história continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do “todo humano”, somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.


    Sobre o autor

         Khaled Hosseini nasceu em 04 de março de 1965, em Cabul. É um romancista e médico afegão, com naturalização estadunidense. É o autor do romance best-seller "O Caçador de Pipas". Seu pai trabalhava como diplomata, e quando ele tinha 11 anos, a família se mudou para a França. Quatro anos mais tarde, pediu asilo nos Estados Unidos. Ele frequentou a escola na América com pouco conhecimento da língua inglesa, e mais tarde tornou-se um cidadão. Todos seus três romances se tornaram best-sellers. É casado com Roya Hosseini e tem dois filhos, Haris e Farah.
       Quando Hosseini era criança, leu desde poesias persas a romances como Alice no País das Maravilhas e a série do detetive Mike Hammers, do escritor Mickey Spillane. As memórias de um Afeganistão pré-invasão soviética e suas experiências pessoais o levaram a escrever o seu primeiro romance.


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    Resenha e opinião

         "A Cidade do Sol" narra, primeiramente, a história de Mariam, que nasceu em 1959, em Herat, uma das maiores cidades do Afeganistão. Ela foi concebida através de um adultério e é, portanto, uma harami, fruto de uma relação ilegítima. A família de Nana, sua mãe, partiu, abandonando-as, ao tomar conhecimento da gravidez. Nana, então, foi morar em uma casa de tijolo com barro e palha, construída por Jalil, pai de Mariam, que a visitava uma vez por semana, recebendo amor puro e inocente da garotinha e críticas de Nana.

         Ao completar 15 anos de idade, Mariam pede ao pai que ele a leve ao cinema com seus irmãos para conhecê-los. Jalil se compromete a fazer isso, entretanto não aparece. Mariam resolve, então, ir procurá-lo em Herat. Lá ela nota que ele está em casa, contudo ninguém a recebe. A moça dorme a noite toda na calçada em frente a casa do pai e, pela manhã, o motorista a leva para casa, onde ela terá uma terrível surpresa, revelando que está completamente só no mundo. Assim, finalmente recebida na casa de seu pai, Mariam é dada em casamento a Rashid, um homem de 45 anos que reside em Cabul.

         A segunda parte do livro conta a história de Laila, nascida em 1978, quando os soviéticos já haviam invadido o Afeganistão. Filha bem criada de um professor e uma mãe muito forte, Laila aprendeu que poderia ser o que quisesse, sendo incentivada a estudar e se formar.

         Laila tinha como amigos Giti, Hasina e Tariq, e seus irmãos eram Noor e Ahmad, os quais ela pouco conhecia, pois, há muitos anos, eles haviam sido enviados como combatentes na guerra contra os soviéticos. Por esse motivo, sua mãe aguardava o retorno deles com muita fé, mantendo pouco contato com a filha. Essa situação foi agravada quando chegou a notícia de que eles morreram em combate.

         Durante o período em que o país passa por crises políticas, ataques, fugas e mortes, Laila e Tariq se descobrem apaixonados e se entregam um ao outro. Tariq informa a Laila que pretende deixar o país junto com sua família, convidando-a para acompanhá-los, mas ela não parte com o rapaz. Quando finalmente a família de Laila decide fugir, um destino horrível acaba unindo Mariam à moça, trazendo uma reviravolta imprevista à trama.

         A partir daí, a obra narra a vida dessas duas mulheres unidas pelo sofrimento e pelas perdas, e as dificuldades que sofrem em um país onde as mulheres são oprimidas. Com um enredo belo e impressionante, somos apresentados a uma história de amizade e cumplicidade, extremamente emocionante e instrutiva, onde é possível acompanhar a história do Afeganistão desde os anos 70 até o início do século XXI.


    Quotes

    "E foi embora deixando Mariam cuspindo pedras, sangue e pedaços de dois molares quebrados." - Pág. 95

    "Pela careta de Tariq, Laila descobriu que os meninos são diferentes das meninas em relação a isso. Eles não demonstram sua amizade. Não sentem falta, não precisam desse tipo de conversa." - Pág. 119

    "Fazia dois anos que Mariam tinha ouvido falar dos talibãs pela primeira vez, em outubro de 1994, quando Rashid chegou em casa com a notícia de que eles haviam derrotado os senhores da guerra em Kandahar e tomado a cidade." - Pág. 241


    Capa e diagramação

         A obra possui capa apresentando a imagem de duas mulheres caminhando pelo deserto, com um grande sol bem no centro, no céu. A diagramação é simples, com páginas amarelas. A obra é dividida em quatro partes. Dentro delas os capítulos são curtos, e se iniciam na página seguinte ao encerramento do capítulo anterior.


    Capas pelo mundo

      
      




    →Os preços variam entre R$15,33 e R$31,90←


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    08 dezembro 2015

    Dica de Leitura: E Nós Chegamos ao Fim - Joshua Ferris


    Leitura Concluída em 16 de julho de 2013

    Ficha Técnica

    Obra: E Nós Chegamos ao Fim (Título Original: Then We Came to the End)

    Autor: Joshua Ferris (Tradução: Myriam Campello)

    Editora: Nova Fronteira

    Ano: 2007

    ISBN: 9788520920886

    Número de Páginas: 352

    Avaliação: 






    Sinopse

         Nesse primeiro e hilariante romance, o ex-publicitário Joshua Ferris retrata a crise de uma agência de publicidade no final do boom da década de 1990. Os funcionários da agência começam a ser demitidos um após o outro. Desesperados e quase sem trabalho a ser feito, os sobreviventes inventam fofocas, espalham boatos e até sabotam os próprios colegas. Com personagens fascinantes e incrivelmente universais, "E nós chegamos ao fim" é um retrato extremamente realista das relações humanas nos dias de hoje.


    Sobre o autor

    Foto -Joshua Ferris     Joshua Ferris, nascido em 1974 em Danville, Illinois, é um autor americano mais conhecido por seu romance de estreia "E nós chegamos ao fim". Cresceu em Key West, na Flórida. Vive no Brooklyn. 
         Ferris se formou na Universidade de Iowa com um BA em Inglês e Filosofia em 1996. Ele então se mudou para Chicago e trabalhou em publicidade durante vários anos antes de obter um MFA por escrito da UC Irvine. Em seguida, seu primeiro romance foi saudado por comentários positivos de The New York Times Book Review, The New Yorker, Esquire, e Slate, publicado em vinte e cinco línguas, e finalista do National Book Award, recebendo o PEN / Hemingway Award.

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    Resenha e opinião

         "E Nós Chegamos ao Fim" narra a história de uma empresa de publicidade americana nos anos 90, época de grande crise no mercado, mostrando seu cotidiano e descrevendo o local de trabalho e seus funcionários. 

         A obra possui inúmeros personagens e não é focado especialmente em nenhum deles, ou seja, durante o decorrer da trama iremos conhecer diversas histórias que ocorrem ao longo dos dias de trabalho na agência e fora dela, exibindo o comportamento das pessoas.

         A empresa entra numa recessão, tendo em vista o período de crise, e inicia-se uma fase de demissões em massa, o que gera intrigas, fofocas e confusões. Narrada em primeira pessoa do plural, sem identificar quem nos conta a história, a obra é capaz de fazer com que o leitor sinta-se parte da mesma. 

         Joshua Ferris é muito criativo no desenvolvimento do enredo, nos apresentando uma agência que exala monotonia de forma bem humorada, satirizando de consistentemente a rotina da vida corporativa, rica em absurdos e mexericos. Não é à toa que a obra foi eleita um dos dez melhores romances de 2007 pelo New York Times. Com bom ritmo de narração, escrita ágil e personagens  bem elaborados, é um livro que fará o leitor refletir, imaginar e dar muitas risadas.


    Quotes

    "O assunto era: 'Entrego você e seus sapatos de golfe a um bairro pobre'." - Pág. 41

    "Acho que ele tem um monte de coisas boas a dizer. E se descobre um verdadeiro príncipe. É difícil ter isso em mente aqui, sabe?" - Pág. 83

    "Acabou na seção de lingerie." - Pág. 193


    Capa e diagramação

         A obra possui capa apresentando uma espécie de muro com o título do livro simulando um letreiro, com letras caindo e dois homens trabalhando para retirá-las do chão. A diagramação é simples e as páginas amarelas. O livro é dividido em partes, e os capítulos que os compõem são longos, iniciando-se na página seguinte ao encerramento do capítulo anterior.


    Capas pelo mundo

      
      



    →Os preços variam entre R$27,93 e R$39,90←


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    30 setembro 2013

    Resenha #18: Morte Súbita - J.K. Rowling

     Leitura concluída em 30 de setembro de 2013

    Ficha Técnica

    Obra: Morte Súbita (Título Original: The Casual Vacancy)

    Autor: J. K. Rowling (Tradução: Izabel Aleixo e Maria Helena Rouanet)

    Editora: Nova Fronteira

    Ano: 2012

    ISBN: 9788520932537

    Número de Páginas: 504

    Avaliação:





    Sinopse

         O livro se passa em um vilarejo fictício da Inglaterra, Pagford. Já no início do livro Barry Fairbrother - um integrante do conselho do vilarejo e uma pessoa muito querida por todos - morre. Essa "morte súbita" muda completamente o cotidiano dos cidadãos, já que o falecido deixou uma vacância (vaga) no conselho do vilarejo. Lendo o livro descobrimos que a vacância não é simplesmente causada apenas pelo falecimento do Sr. Fairbrother, mas também por perdas de entes queridos, de emprego, de autoestima. E que as grandes questões do livro, como a eleição de um novo conselheiro ou as discussões sobre um bairro ou uma clínica para viciados, se tornam irrelevantes em um final muito emocionante e triste.
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